Em apenas 6 meses, ele aprendeu a programar do zero e transformou a empresa da família

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Eu eu tinha uma visão dos programadores como deuses, como algo inalcançável. Achava impossível eu me tornar um…

Essa frase é do Luiz Olímpio. Ele é comerciante e chegou no Welcome to the Django sem nenhuma bagagem de programação, mas com um sonho enorme: levar a empresa da família para a internet.

O interesse na programação surgiu por conta de um problema que ele enfrentava na loja. Ele precisa de um sistema para automatizar a geração de alguns relatórios. Além disso, ele e o irmão estavam insatisfeitos com a plataforma de e-commerce que tinham contratado.

Depois de gastarem uma grana com prestadores de serviços que não resolveram suas dores, Luiz decidiu que ele mesmo ia meter a mão na massa.

Combinou com o irmão que ele ficaria dois meses só estudando para aprender a programar do zero. E o resultado superou todas as expectativas.

Eu consegui automatizar as atividades da loja física e também consegui trabalhar em paralelo na ferramenta Compre sem fila, que é um serviço de vendas online da loja – que eu construí pós-WTTD, com o conhecimento que eu adquiri lá.

Neste artigo, gostaria de compartilhar com vocês três grandes lições que a jornada do Olímpio me ensinou e que são úteis para qualquer um que queira alcançar um objetivo e evoluir na carreira de programador.

#1 Foco no problema

Você já participou de algum projeto em que, no final das contas, o software que foi desenvolvido nunca é utilizado por ninguém? Infelizmente, essa situação é cada vez mais comum no mercado de TI.

Isso acontece, porque, em vez de focar em resolver problemas, concentramos nossos esforços em entregar demandas – que muitas vezes não têm conexão alguma com a dor do cliente.

O caso do Luiz ilustra uma visão diferente da programação. Ele não trata o código como um fim em si mesmo, mas sim como uma ferramenta para melhorar a vida do usuário.

“Eu fui meu próprio cliente. Sabia tudo que não queria na plataforma de e-commerce”, conta ele. Em outras palavras, ele usou a programação para resolver um problema real e validado.

Nesse cenário, ele não ficou pensando em soluções mirabolantes. Ele construiu algo que funcionasse para a empresa da família. Simples assim.

#2 Comunidade

Existe uma lenda no meio da programação que enaltece o “heroísmo” de aprender tudo sozinho sem perguntar nada pra ninguém. Ela exalta o cara que bota a faca nos dentes e constrói coisas incríveis munido apenas de uma suposta genialidade.

Isso é conversa fiada! É claro que empenho e esforço são fundamentais. Contudo, duas pessoas empenhadas em resolver um problema sempre serão melhores do que uma.

A interação com a comunidade, amplia o campo de caminhos possíveis. Foi exatamente isso que o Luiz fez.

Ele explica que a troca de ideias com a galera ajudava a refinar as dúvidas e a entender melhor onde buscar mais conhecimento.

Muitas vezes, você tem sua necessidade na mente, mas não sabe explicar no Google. Então, quando você interage com a galera, o colega te ajuda a refinar essa necessidade para você buscar no Google.

A trajetória do Olímpio mostra que a comunidade é uma ferramenta poderosa para ampliar nossa capacidade de realizar grandes feitos.

#3 A prática puxa a teoria

Essa talvez seja a lição mais importante que o Luiz me trouxe. Ele poderia, antes mesmo criar uma linha de código sequer, ter lido toda a documentação do Python e do Django. Mas isso seria uma enorme perda de tempo.

Esse é um erro muito comum. A pessoa quer dominar toda a teoria antes de botar a mão na massa. No final, não faz nem uma coisa, nem outra. Gasta um tempo danado estudando temas que nunca vai precisar e acaba não resolvendo problema algum.

O Olímpio fez o caminho contrário. Tudo que ele aprendia, ele já tentava colocar em prática.

Quando ele fazia isso e esbarrava com alguma dúvida, aí sim ele ia atrás da teoria. Em outras palavras, é a prática que puxa a teoria – e não o contrário.

Essa é o que os americanos chamam de learning by doing (aprender fazendo). A interação com o mundo real é a melhor escola que existe. É ali que você vai identificar o que realmente é necessário e relevante estudar.

Como encontrar uma direção para sua carreira?

Um dos maiores obstáculos na jornada do Luiz foi saber por onde começar. Há uma infinidade caminhos e saber como dar o primeiro passo faz toda a diferença.

Para resolver esse problema, a melhor solução é interagir com pessoas que já fizeram o que você quer fazer. E foi isso que o WTTD proporcionou ao Olímpio. Se você se identificou com a história dele, quero te fazer um convite especial.

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Será um prazer compartilhar com você tudo que aprendi com mais de 4.000 pessoas que já passaram por esse treinamento.

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