Vagas de emprego no exterior: Faça um bom currículo para se destacar

Procurar emprego nunca foi fácil, ainda mais no exterior. A concorrência é grande, tanto por existirem outros estrangeiros como você em busca da mesma oportunidade, quanto por existirem os nativos daquele país, a quem são dadas as preferências.

Então, o que fazer? Desistir do sonho de trampar fora? Se arranjar um trampo na gringa fosse algo impossível, uma porrada de gente que eu conheço e convidei para bater esse papo aqui (Como descolar seu trampo na Gringo) não teria conseguido seus espaços.

Obviamente, seja aqui ou lá, para conseguir uma vaga de emprego você precisa se destacar da concorrência. Mostrar que é uma boa pessoa, que sabe resolver problemas e que pode agregar valor por onde passar. E como fazer isso? Começando pelo bom e velho currículo.

Sua porta de entrada para vagas de emprego no exterior

Currículo é uma ferramenta para você ser contratado? Não! Ele é uma ferramenta para você ser entrevistado. É o que facilita sua entrada no processo de seleção. Quando isso estiver claro, você saberá utilizá-lo com o melhor aproveitamento.

O CV é aquele amigo que fala tão bem de você para alguém, ao ponto de essa pessoa querer te conhecer. Essa é a expectativa que o recrutador deve sentir ao ler seu currículo.  

Se o CV for somente uma lista de suas features, alguém vai querer te conhecer? É interessante para alguém saber seu endereço, seu estado civil ou quantos filhos você tem? Talvez para um crush sim, mas para um recrutador não.

Se o cara tiver 50 documentos para escolher, ele não vai se interessar pelos 49 iguais, mas pelo um diferente. Por isso, o currículo tem que chamar a atenção. Não pode apenas apresentar suas credenciais, deve mostrar porque você é a pessoa que vai resolver a necessidade daquela empresa.

Quando você se preocupa com essa comunicação, valorizando o tempo de quem vai avaliá-lo, seu pensamento começa a ser “o que para essa empresa é importante que eu diga?” e aí a estrutura e a narrativa do seu currículo serão muito mais adequadas.

Ultrapassando as fronteiras

Chegou o momento de se preparar para alçar voos internacionais. E, meu amigo, não é transcrever seu currículo brasileiro para o inglês e sair mandando para os gringos.

Para trabalhar fora, além de se preocupar com a narrativa mais elaborada, você ainda precisa entender o modelo que o país de destino exige em seus processos seletivos. Sim, são diferentes!

Na Austrália, por exemplo, eles não querem saber coisas da sua vida que podem gerar algum tipo de discriminação. Eles querem é saber quem você é, o que você faz e quais são seus skills, além de dar muito valor para a carta de apresentação.

Já na Irlanda, o currículo é por partes. Na primeira é a técnica, priorizando os projetos que você trabalhou, qual foi o seu diferencial e o que você agregou naquela empresa. Depois é a parte social, falando sobre seus interesses pessoais e quem você é como pessoa.

Nos EUA, eles dão muito valor a experiências com trabalhos voluntários e como você é engajado na comunidade, além de pedirem cartas de recomendação.

Ou seja, é preciso realmente se dedicar à pesquisa dos modelos de cada país, porque cada um tem sua cultura e seus interesses. Além de conhecer as empresas que você deseja trabalhar e entender o que elas gostam de saber sobre seus candidatos.

Uma importante aliada

Tem gente que não gosta, mas em muitos países a carta de apresentação é bem valorizada e serve como um filtro para chegar até o currículo. Se ela não for boa o suficiente para despertar o interesse dos caras, nem adianta ter o currículo mais foda.

Por isso, a carta de apresentação tem que ser vista como uma aliada. É nela que você consegue linkar suas experiências com o que a empresa procura, tornando-se uma carta de intenções.

O que seria interessante colocar? Um resumo do que já está no currículo (quem você é e o que faz), além do por que você é a pessoa que a empresa está pedindo e como você pensa em ajudá-la.

Ainda que pareça um ato de implorar pela vaga, não é. Temos essa impressão porque a postura do trabalhador brasileiro é achar que o emprego deve ser um direito ou um presente. Quando, na verdade, você só está fazendo uma venda como profissional para resolver um problema e para agregar valor.

Para que a venda aconteça, você precisa se relacionar com as pessoas. Para se relacionar, você precisa se comunicar e a carta de apresentação serve justamente para isso. Se você não se apresenta, não diz nada sobre você, fica difícil se conectar com as pessoas.

A questão é construir uma relação com base no porque você está ali e porque eles devem interagir com você, te conhecer e te contratar eventualmente.

Investindo em relações: 

Papo reto: Não adianta ser o fodão do currículo, ter título não sei do que e faculdade não sei da onde, se você não consegue servir as pessoas e ajudá-las em seus problemas.

A cada dia que passa o mercado liga menos para as suas credenciais. Porque tudo o que conta é o que você entrega, o que você resolve, como você gerencia pressão, como é sua conduta e o quanto você é solícito. Por isso, se relacionar com as pessoas é parte do serviço.  

Às vezes você não sabe resolver o problema, mas você pode ajudar no processo, seja conectando com alguém que você conheça, seja abrindo uma porta, ou fazendo uma pesquisa.

E as empresas estão em busca de gente que não tenha só skill técnico, mas que seja um profissional que vá integrar o time, vá trabalhar junto e seja dedicado com os valores de lá. Isso torna as coisas muito mais fáceis, porque o desafio agora é ser uma pessoa legal, gente boa, que resolve o que se propôs a resolver.

Então, conselho de amigo: Invista em suas relações, resolva os problemas das pessoas, que isso te dará condições de criar um currículo com sustância, diferenciado e que fará você se destacar no mercado, seja onde for.

O que achou do papo? Quer dar o próximo passo e descobrir como fazer o currículo perfeito para vagas no Brasil e no exterior? Então, clica aqui nesse link e assista a um conteúdo especial que eu preparei para você!

Eu tenho certeza que essa super aula pode ser a virada de chave que a sua carreira de programador precisa!

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