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Trote na UFF = Dojorio + Educação 2.0

henriquebastos
Escrito por henriquebastos em 02/03/2011
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Quero mudar e dar o primeiro passo!

A última segunda-feira entrou para a história!
Com toda a energia vibrante de quem sente na pele o poder da colaboração, o Dojorio recepcionou os “Calouros” dos cursos de Ciências da Computação e Sistemas de Informação da Universidade Federal Fluminense.
Esta não foi a primeira vez que levamos o Dojorio para os alunos iniciantes. Mas, neste ano, o Coding Dojo foi o primeiro contato que os alunos tiveram com a universidade!


Muitos “Veteranos” da UFF são membros ativos na Comunidade e semanalmente, realizam duas sessões do Dojorio nas dependências da instituição.
A iniciativa surgiu na quinta-feira passada, quando o Thiago Garcia e o Bernardo Fontes me ligaram de madrugada com a brilhante idéia de organizarmos um Dojo para que todos os Calouros pudessem programar, e assim experimentar a arte de esculpir software.
Os acertos foram feitos com a universidade, mas parecia que estava faltando algo. Seria ideal deixar a turma boquiaberta. Deixar claro para os novatos, sem margem para dúvidas, qual é real importância do Dojo e da participação ativa na Comunidade.
Então que tal adicionarmos à isso tudo, um vídeo com alguns “Veteranos” da Comunidade transmitindo o recado aos Calouros?
Rapidamente despachei emails, twitters, sms e mensagens instantâneas para um monte de gente e fui dormir.
Já no dia seguinte, mesmo com cada um em um fuso horário diferente e agendas lotadas, os vídeos foram chegando. Vocês podem chamar isso como quiserem: sinergia, sincronicidade, doidêra ou sorte. Eu chamo simplesmente de Small Acts!

Os Calouros foram chegando espantados, certos de que seria um dia de tintas e prendas. Ao invés disso, foram recebidos com a empolgante apresentação de boas-vindas do Bernardo Fontes, que é estudante da UFF. O objetivo era quebrar a tensão, escancarar as portas da Comunidade e falar do que interessa: Hack!
O resultado? Todos quiseram participar! Foram tantos alunos que foi preciso separar o pessoal em dois Dojos.
Para ter uma noção do que seria aquela experiência, foi feito um senso: Quem nunca viu código na vida?
Tímida e lentamente a grande maioria dos alunos levantou a mão.

Imediatamente, foram enfatizados os princípios do Dojo. Um ambiente não-competitivo, seguro e colaborativo. Perfeito para promover uma grande experiência, além de um fantástico aprendizado.
A sessão começou com o clássico FizzBuzz, e já na primeira dúvida os Veteranos foram pegos no contra-pé: Porque algumas palavras estão coloridas?
Levaram alguns segundos para se ajustarem ao desafio, e iniciando um diálogo igualitário, se aventuraram pelos conceitos mais básicos como palavras reservadas, operações aritméticas, strings e o conceito de funções com entrada, processamento e saída.
A troca de pilotos e os baby steps fizeram grande sucesso. Sabendo que todos participariam com igualdade e que o fundamental era não deixar ninguém para trás, os alunos se sentiram à vontade para experimentar e tirar dúvidas com a mão na massa.

A linguagem usada foi Python, e isso foi bastante relevante como constatou o aluno Michael: O Python é uma linguagem simples!
A separação de blocos usando indentação facilitou o entendimento do código. Parece que apenas programadores experientes e com vícios têm problemas com indentação. Nenhum aluno cometeu um erro sequer neste quesito. Muito pelo contrário, o uso dos “:” como indicador de início de um bloco indentado, foi deduzido por um calouro enquanto evoluía o código.
Eventualmente, quando a solução ficou um pouco mais sofisticada, surgiu a questão: Como eu escolho isso OU aquilo?
Naquele momento o or foi apresentado e a sessão seguiu. Quando os alunos precisaram testar isso e aquilo, ninguém perguntou nada e o and tomou o seu lugar na solução do problema.

Este episódio reavivou na minha memória as duas polêmicas bastante comentadas no ano passado:

Já era claro e evidente para mim que o ensino de computação precisava ser reinventado. Mas agora está provado.
O modelo arcaico limitado em palestra e quadro-negro é ineficaz!
De forma geral, a Educação 1.0 é competitiva e segregacionista. Alunos são coagidos durante anos a marcar a resposta correta ao invés de criarem uma resposta correta.
Tudo isso para chegarem no mercado e se depararem com empresas que não querem funcionários mestres em Cover Your Ass, e sim colaboradores capazes de ajudarem suas equipe à atingirem novos patamares.
Com tantos recursos tecnológicos, literaturas sobre psicologia, sociologia e jogos, não é possível que algo tão dinâmico quanto a computação continue sendo ensinada na base do cuspe e giz. É hora de arregaçar as mangas e forjar a Educação 2.0! Um modelo de educação onde atividades como o Dojo não são apenas aulas especiais em laboratórios.
O real valor do Dojo está na frase do calouro Armando Asch: “Esta é uma maneira dinâmica e agradável de aprender ou treinar, mesmo para iniciantes! Eu já tinha visto código antes, de longe. Mas agora eu sei que é isso que eu quero para a minha vida.”
As dificuldades e as incoerências do sistema precisam ser superadas. O fato é que a sociedade precisa de pessoas pensando melhores maneiras de lidar com os recursos limitados que temos à nossa disposição. Qualquer coisa que não siga nesta direção é um desserviço.
Happy hacking!

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51 Replies to “Trote na UFF = Dojorio + Educação 2.0”

Fred Chevitarese

No cara ,achei fantástico o vídeo. Nunca participei de nenhum dojo e não sei se tem algum movimento do tipo aqui em belo horizonte, mas acho que seria muito bom mesmo!
Abraços!!!

Ronald Reis

Parabéns Henrique, muito bom post, parabéns também Bernado e Thiago pela iniciativa.
Abração

Edjames

Phala aêee,
Estive no Rio exclusivamente para assistir o DevRio 2010 e para mim foi uma grande surpresa quando o Henrique começou a falar sobre o #dojoRio, fiquei facinado pela ideia e quiz muito participar do encontro da galera, pequena que acabou não dando certo, pois na segnda feira-seguinte não havia o encontro 🙁 Como agora estou morando um pouco longe (Porto Velho -RO) ficou meio impraticável, mas quero partipar ou montar um #dojopvh 🙂 sob os auspícios do #dojorio … o que me diz Mr. Henrique Python 🙂
Ps: já havia falado sobre essa idéia com o L. Balter, mas não toquei pra frente ainda.
abs,

Cayo Medeiros aka. yogodoshi

Galera, parabens pela iniciativa e principalmente pelo vídeo que ficou fodástico!!
Abraços!

Guilherme

Aqui no Senac em SP nós fizemos a mesma coisa!
Ao invés de fazer um trote daqueles com tinta, farinha e etc, fizemos uma semana pra poder socializar com os calouros 🙂
Fizemos um dojo, uma atividade dinâmica em que o pessoal tinha que se ordenar, e também uma “aula-trote”. Um professor dando matéria do último ano pro pessoal. Foi mto legal!

Rodrigo

Parabéns Henrique muito legal, queria saber se vcs tem como transmitir um dojo via twitcam ou sei lá para da um gostinho para o pessoal.

Gustavo Veloso

Sensacional Henrique!
Temos que levar isso para várias outras universidades.

Luciano Sousa

Muito bom o post cara. Depois que eu começei a frequentar o dojo minha vida tanto pessoal quanto profissional cresceu muito. Agradeço a todos os participantes sempre!
abs.

Rodolpho

Parabéns a todos os envolvidos!

Cláudio Berrondo

muito mais que totalmente excelente!
😀
>

GutoMaia

Excelente idéia!!! Espero que outros adotem.

Rafael B. Tauil

Muito foda! Próximo DOJO eu vou!
Abs!

Renatopp

Muito legal essa iniciativa! A galera do rio é um exemplo para todas as comunidades do país, sempre inovando bastante, com ações simples.
Sem falar que o vídeo é uma voadora no peito! hehehe
Vou usa-lo em todas as apresentações de dojos!

Thiago Garcia

Muito foda ter tido a oportunidade de fazer isso!! E isso foi só o ponta-pé inicial!

Francisco Souza

Sensacional!
Que isso inspire outras pessoas 😀

Cacilhας, La Batalema

Muito bom!!!
A galera da PythOnRio está se superando. Acho que o caminho é esse mesmo.
Pena que ainda haja muitas empresas dinossáuricas, que favorecem o profissional «cover-your-ass»: aquele cara que se promove por meio de certificações, mas que não sabe se virar, só segue receitinhas de bolo.
Porém as coisas estão mudando e todo mundo tende a ganhar com isso: a Computação, a comunidade, a cultura e principalmente as empresas, com a contratação de profissionais mais bem preparados.
[]’s
Cacilhας, La Batalema

Washington Botelho

Mandaram super bem.
Parabéns! (:

Andressa

Muito legal. Seria muito bom se várias universidades tivessem dojos. Vou tentar trazer isso para a UFES-Alegre.

Fábio Cerqueira

Já falei com o pessoal da Acens(empresa jr de computação uece) para eles fazerem o mesmo com os bichos de lá 😀
Muito bom. Parabéns

Anthony Sousa

Parabéns pela iniciativa pessoal!
Isso sim é um trote bacana, não só pintar a galera e se encher de cachaça!
E continuem disseminando esse novo modelo de educação!
Que os calouros passem pra frente!
E parabéns pelo vídeo que ficou irado!

Vagner Zampieri

Mandou mto bem no post, poderia ser assim em toda faculdade, em vez das aulas chatas e antiguadas que geralmente acontecem.

Herberth Amaral

Caraca, eu já formei, mas eu vou tentar levar isso pra galera lá do meu curso =D

Vitor Pellegrino

Caraca mlk, irado!
Parabéns aí, a galera da UFF tá arrebentando! 🙂

Ruhan

Muito legal! Eu e uma amiga começamos com esse mesmo trote aqui no IFF, em Campos, na semana passada.

Erick

Muito bacana!

Thiago Hiromi

Empolgante! A cada dia que passa, a comunidade do Rio inova mais!
Parabéns ao Henrique e todos os envolvidos.

Murilo Pereira

Animal. Galera da UFF tá mandando bem 🙂

Raffael Tancman

Perfeito!!!!!! Parabéns !!!! E que o Dojo continue!!!!! xD

Caike Souza

Fodasso! Legal notar que o mesmo aluno que aparece levantando a mão na primeira foto, indicando que nunca havia programado, já aparece mandando ver na foto seguinte. #WIN
E que venham as grandes revoluções!

Felipe Mesquita

Caraca,
Bem legal!

Philip

Ótimo! Parabéns!
Boa ideia para recepcionar os calouros na minha faculdade! =)

Gerardo Soares

Sou um dos calouros que participaram lá do trote.
E acho que tou falando por todos os calouros que participaram de lá (se não estou, pelo menos por mim) esse trote deixou muita galera animada pro que vai acontecer na facul.
Eu iria nessa semana de trote, mas moro longe, aí fudeu.
Só pra registro, sou o de camisa verde na direita da primeira fila.

Fabrício Kneipp

Parabéns !!
Vocês estão plantando sementes de Python no mercado hein…! 😉

Berg Ginú

Amei a iniciativa, pensando em fazer igual na UFPB. Só me diz qual a música do fundo musical.

Fernando

No meu primeiro (e infelizmente único Dojo) eu estava começando a programar, e foi ele que me despertou para testes unitários, que foi muito útil para mim no futuro.
Parabéns pela iniciativa.

Caike Souza

Música de fundo é Rise Against – Survive.

Christiano Milfont

Fico triste de ser da geração anos 90 na faculdade e ñ ser um moleque dessa era 🙂
Ao mesmo tempo feliz em saber que estão mudando a realidade, grande ação, fizeram mais que o MEC em toda sua existência.

André Pfeiffer

muito show! parabéns pela iniciativa!
small acts vão revolucionar o mundo!

Marcelo Minholi

Meus parabéns! Excelente iniciativa, que demonstra como nossas práticas de ensino e aprendizagem estão desatualizadas. Prometo repetir o feito se tiver a oportunidade.

Luciano

Olá Henrique, adotei a técnica de DOJO na disciplina que leciono numa faculdade aqui em Salvador e o resultado nem se compara com os semestres passados.

André Caribé

Nossa! Que trote perfeito! Queria eu ter tido um trote assim!

renan

Olha o Raí na foto!

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Fabio Massa

Parabéns! ótima idéia e parabéns pela iniciativa!
tbm sinto um pouco de inveja por não ter participado de nenhum dojo na época da faculdade.
Show!

Daniel Wildt

Parabéns pelo vídeo. E aí, vamos começar a movimentar o país e fazer com que os trotes em faculdades de computação sejam trocados por coding dojos?

Mapa das Comunidades de tecnologia do Rio de Janeiro | raphael.dealmeida

[…] Pythonrio – Uma galera muito participativa, mantém um almoço semanal no centro da cidade. Com espírito revolucionário fizeram coisas como o forkin e o trote com os calouros da UFF. […]

Marciusu

Esse video é muito bom e ouvir pessoas que realmente sabem o que estão falando é no minimo inspirador, vou ser obrigado a recorrer uma frase bastante usada no video “Dojo é do caralho”, participem ou criem os seus e me convidem!!!!

DevInCachu e Como Aprender a Programar | José Alexandre Macedo Blog

[…] Este vídeo foi apresentado para alunos ingressantes de um curso de computação da UFF. Leia o relato no Henrique Bastos aqui […]

Renan

Aqui em Fortaleza já copiamos a idéia e fizemos um dojo com os calouros do curso de ciências da computação da UECE.
se quiserem conferir: http://migre.me/4sGBF

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Saulo

Ótima iniciativa