Não perca tempo criando softwares que rasgam dinheiro

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É comum as pessoas pensarem que a gente trabalha com um monte de post-it colorido na parede e jogando video game o dia inteiro, quando na realidade estamos cercados de projetos atrasados e dinheiro caindo pelo ralo. E ninguém fala sobre o dinheiro!

Mas eu te pergunto: você programaria de graça?

Independente do seu contexto (se você já teve uma empresa, se já quebrou, se não sabe de onde tirar grana, se trabalha por conta, se precisa de capital de giro, se está com dívidas), quando a gente trabalha com software, a chance de jogar dinheiro fora é muito alta.

O cliente só vai perceber valor no que você faz quando ele tiver o problema resolvido pelo uso do software que você criou. Entre ele ter o problema resolvido pelo seu software e você programar essa solução, são várias etapas.

Reuniões de planning, mudança de escopo, correção de bugs, compilar código, testar, fazer deploy… todos os sprints que acontecem antes do problema ser resolvido estão gerando uma grande expectativa no cliente.

Fechar um negócio envolvendo software é uma operação de alto risco. É muito dinheiro envolvido para que se possa ver o resultado muitas etapas depois.

Por isso, eu repito: não perca tempo criando softwares que rasgam dinheiro. Tenha em mente que o código que você cria diariamente é meio, não é fim; e que o trabalho do programador não é executar demandas, mas sim criar valor através do software.

Faz parte de “criar valor” provar para o cliente que vale a pena investir dinheiro no seu trabalho. Você precisa mostrar que pode conectar as coisas, solucionar problemas e, principalmente, eliminar desperdícios.

Outra dica que eu quero deixar para você é que tempo e eficácia são mais importantes que volume e eficiência. Não se trata de quanto você programa, mas sim de qual o efeito daquilo que você programa. Ou seja, se você não se conectar com o valor que você vai gerar para o cliente, você não consegue convencê-lo de que é a pessoa certa para ajudá-lo.

Pense que o cliente, geralmente, não tem uma base de confiança para esperar por meses e meses. Por isso, quando enxugamos o escopo ao máximo e entregamos uma coisa nova todos os dias, é como se estivéssemos mitigando o risco junto com o cliente.

No final das contas, ao invés de se esconder atrás de processos que estão gerando um monte de desperdício de tempo e dinheiro, você precisa combinar as suas habilidades de programação com as suas habilidades que vão muito além da programação, exatamente como eu proponho no Welcome to the Django.

Tudo começa com a mentalidade do desenvolvimento eficaz. É essa mentalidade que nos permite focar em criar softwares que geram valor para o cliente.

Você precisa ter autonomia para saber quando dizer não (e como eu explico aqui, autonomia não é independência, é a habilidade de se relacionar com qualquer pessoa de igual para igual). Às vezes é preciso dizer não para o cliente e trabalhar em acertar os gargalos e fazer menos, fazendo o que precisa ser feito.

Dica: aqui nessa palestra eu apresento um exemplo de como consegui ajudar uma equipe a entregar mais fazendo menos, eliminando desperdícios.

Enfim, o único responsável pela sua carreira é você mesmo! Forme grupos, compartilhe suas dores e aprendizados, estude, peça ajuda, não pare de aprender e melhorar. Para te ajudar, nós temos uma comunidade incrível que pode trocar ideias com você.


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[]’s, HB

 

 

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