Reflexões sobre as barreiras práticas do Get Things Done.

Participando do grupo de usuários gtd-br, nota-se que cada vez mais pessoas relacionam a organização pessoal com seu nível de stress e satisfação em qualidade de vida. No entanto, a enxurrada de conceitos e técnicas para administração do tempo se perdem em um “turbilhão teórico”, gerando um misto de frustração e angústia.
Nesta última semana, Lu Monte assinou desolada uma de suas mensagens:

“Lu, que anda bem quieta na lista por total incapacidade de implementar o GTD.”

No livro Get Things Done, o grande problema é que conceitos e métodos vêm entrelaçados com exemplos de aplicação, e fica difícil para o leitor distinguir o que é cada um. Além disso, em várias passagens, exemplos de aplicação de GTD induzem o leitor a tratar o livro como uma receita de bolo. E é nesse momento que muitas pessoas empacam (inclusive eu).
As idéias do livro são muito interessantes, mas devem ser encarados como pura filosofia. GTD é uma repaginada nas abordagens tradicionais de administração, e não deve ser encarado como “a bala de prata para a qualidade de vida”. Qualquer passagem que retrate aplicação prática deve ser considerada apenas para referência… material para reflexão.
Para se organizar, é preciso ter trabalho. Experimentar várias ferramentas, abordagens, estratégias. Comece devagar! Use uma lista apenas e veja se funciona. Então vá fazendo sucessivas tentativas ligeiramente diferentes. Perceba o que serve e o que não serve para você. Desta maneira, naturalmente você vai criando a sua metodologia de acordo com sua individualidade e necessidades particulares. E o mais importante: Persista!

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2 respostas

  1. Boa, Henrique. Fico contente que minha desolação tenha servido de inspiração para o texto, hehehe.
    No meu caso, desisti da fase da coleta. Não funciono assim. Eu sei, é um grande furo na tentativa de organização…
    Já as listas, estão funcionando bem desde que reativei o uso do RTM. De repente, o jeito é contentar-me com isso. 🙂

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