Quer melhorar sua habilidade de programar? Participe de um coding dojo

Essa é a melhor dica que eu poderia te dar! Já viu aquelas listas que o pessoal elabora de “coisas para fazer antes de partir”? Pois participar de um coding dojo não pode faltar na lista de um desenvolvedor.

Aí você me pergunta: E por que é tão imprescindível assim participar de um coding dojo? E eu te respondo: Porque é a maneira mais efetiva, eficaz e eficiente de você aprender. Aprender sobre o que? Sobre tudo!

O dojo te possibilita aprender a fazer amigos, a promover eventos, a pensar de forma rápida e coletiva, a fazer testes, a programar, a resolver problemas e mais um monte de coisas que eu vou descrever aqui para você.

Entenda o que é um Coding Dojo…

Nas artes marciais, “dojô” (como se fala) é o local de treinamento dos lutadores, que passam a maior parte do tempo se preparando para suas batalhas.

Logo, adaptando para a área de software, o coding dojo é o “local de treinamento do código”. Ou seja, um ambiente que reúne pessoas voluntariamente para treinar programação.

Mas não é qualquer treino e nem qualquer lugar. Se você já pensou numa sala cheia de computadores, com várias pessoas olhando cada um para sua tela e decorando funções, esqueça. Não é nada disso!

Antes de tudo, o dojo serve para conhecer pessoas e fazer amigos. Por isso, é um ambiente descontraído, divertido e acolhedor. Os encontros geralmente acontecem num bar, na casa de alguém, numa sala de reuniões (mas sem formalidades), ou aonde o pessoal se sentir mais a vontade.

Mas também não é nada bagunçado. O coding dojo é uma técnica, que por sua vez possui uma dinâmica, regras próprias e estrutura necessária. Seu objetivo é promover a integração de pessoas estimulando a resolução coletiva de desafios de desenvolvimento.

Como funciona o treinamento?

As reuniões do coding dojo podem acontecer em três formatos diferentes e cada uma delas demanda uma estrutura específica:
Prepared: Um apresentador expõe uma solução já desenvolvida previamente, explicando suas etapas. É possível que os participantes façam perguntas a qualquer momento e, ao final, todos devem estar aptos a reproduzir a mesma solução. Necessita de apenas um computador.

Randori: A solução deve ser desenvolvida em dupla, com utilização de TDD e babysteps.  O “piloto” da dupla é quem codifica e o “copiloto” aponta possíveis falhas. Eles têm cinco minutos para resolver o problema e explicar a resolução e só podem ser interrompidos quando um teste passar. Ao final desse tempo, o piloto volta para a plateia, o copiloto é promovido e um novo participante torna-se o copiloto. Necessita de apenas um computador.
Kake: É parecido com o Randori, mas promove a participação de todos simultaneamente. Cada dupla utiliza um computador e pode resolver problemas diferentes, ou problemas iguais em linguagens diferentes. A cada turno, a dupla pode mudar de posição entre piloto e copiloto, ou mudar de computador.

Veja que, em qualquer um dos formatos, a técnica do dojo faz você não ficar preso a uma linguagem. Além disso, utiliza uma dinâmica social ao invés de individual para abordar problemas de programação. Ou seja, todos olham para o mesmo desafio, para o mesmo código e isso exige reflexão e comunicação sobre o que você está fazendo.

É possível, inclusive, utilizar este momento para explorar problemas reais. Por isso, muitos programadores aproveitam para obter ajuda nas resoluções de desafios enfrentados em seus projetos profissionais.

Por que participar de um Coding Dojo

Eu posso listar aqui diversos motivos. Em primeiro lugar, porque na faculdade você aprende muito pouco sobre todo o universo da programação, sinto lhe dizer. Os aprendizados maiores acontecem mesmo na prática.

Em segundo lugar, porque a tecnologia avança exponencialmente a cada dia. Acompanhá-la não é uma missão fácil, por isso trocar experiências com outras pessoas é fundamental para aperfeiçoar habilidades técnicas.

Essa integração, inclusive, é riquíssima. São pessoas diferentes de você, mas com interesses semelhantes. E essa troca, combinada com um ambiente descontraído, estabelece vínculos mais profundos, gera repertório e referências.

Já pensou, no meio de um dojo, conhecer alguém que pode se tornar seu sócio? Ou seu chefe? Ou conseguir indicação para um trampo?  Estar no meio de pessoas com quem você se identifica é dar espaço para novas perspectivas e para um futuro sem escala.

Veja esse vídeo Coding dojo: muito além do código, que você entenderá do que eu estou falando.

Seja um organizador

E depois que eu te contei tudo isso, suponho que você ficou morrendo de vontade de participar do dojo, certo? E para onde você vai agora? Minha dica é procurar comunidades e verificar se tem algum evento desses rolando na sua cidade.

Se não tiver, não tem problema. É uma ótima oportunidade para começar. Afinal de contas, se você quer aprender a programar e tiver algum amigo interessado também, já é quórum suficiente para um coding dojo.

Mas não se esqueça que o importante é: reúna a turma, dê vida a uma comunidade e mantenha a consistência. Participar de coding dojo é trabalhar a sociabilidade, a comunicação e o profissionalismo. Então, não perca tempo!

Te convenci sobre as maravilhas do dojo? Você já participa ou participou de algum? Conte aqui nos comentários sua experiência.

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