O código que você escreve não te define!

Quando eu comecei a trabalhar com TI, eu comecei pelo mesmo motivo que leva a maioria das pessoas para área: eu curtia muito aquilo! Eu gostava de descobrir maneiras de resolver problemas, gostava de me desafiar, eu gostava de programar.

Conforme eu fui ganhando experiência, passei a observar a quantidade de coisas bizarras que se repetiam nos projetos. No início eu achava que era um problema localizado só na empresa onde eu trabalhava.

Mas rapidamente entendi que todos os meus amigos passavam pelos mesmos dramas. Era comum ver pessoas ao meu redor estressadas, e algumas até pensavam em trocar de carreira para algo menos caótico.

Mas tudo que me interessava de verdade era ligado de uma forma ou de outra a tecnologia. Desistir não era uma opção. Mas continuar naquele caos insustentável também não era e mudanças eram necessárias, e o resultado do que aprendi é o que eu trago para você hoje!

“Perfeccionismo” é a desculpa de quem não entrega

Desde cedo, somos treinados para valorizar o conhecimento acima de tudo e muitas vezes esquecemos que o conhecimento serve para que a gente faça as coisas de uma forma melhor. O fazer é fundamental e quando a gente não se liga nisso, surge aquela paranoia de querer estar sempre certo, como se estivesse buscando constantemente a solução perfeita.

E isso parece perfeccionismo, parece zelo, mas só parece!

Na realidade, fazer software é difícil. E se o software for bem sucedido, ele nunca ficará realmente pronto. Sempre terá algo a mais para ser feito. A certeza especificada em um dia, vai certamente se transformar na demanda de mudança no dia seguinte.

Com tanto dinamismo, a única certeza é que muitos erros acontecerão! Por isso, o processo de desenvolvimento precisa acolher o erro. Mais que isso, precisa contar com ele. Programar é mais do que escrever um código que roda. É um exercício constante de controle de risco, e é por isso que é importante aprender uma porrada de coisas que vão muito além da programação.

Enquanto isso não for entendido, será inevitável ouvirmos gente falando da falta de reconhecimento profissional, reclamando da sensação de terem parado no tempo trabalhando sempre nos mesmos projetos ou com as mesmas ferramentas defasadas. Sendo sobrecarregadas com excesso de trabalho e tendo que deixar a família de lado para dar conta de uma rotina desgastante.

Conhecimento sem atitude é inútil

Dentro deste contexto, é comum falarmos dessa cultura de desperdício como se ela fosse o problema em si. Mas essa cultura é só um sintoma de que a gente tá abordando a tecnologia de uma maneira ineficaz.

Tá faltando encontrar o posicionamento correto! As pessoas encaram o software como um objeto estático no tempo e se esquecem de que enquanto houver interação, as coisas vão mudar e é por isso que a forma de fazer o trabalho é tão importante.

Conhecimento é necessário, mas atitude é essencial. Você pode ter a lógica que for, saber a linguagem que for, dominar todas as ferramentas, mas se você não se posicionar como um solucionador de problemas em vez de um executor de demandas vai continuar lutando na corrida dos ratos tecnológicos.

Um exemplo disso é que um desenvolvedor com pouca experiência, mas com a visão de solucionar problemas, pode se revelar um excelente profissional, mesmo que tenha um código pouco sofisticado.

Em contraste, um programador experiente em algoritmos e linguagens, mas que foca apenas no código e perde o foco no problema que precisa ser resolvido, pode se revelar incrivelmente contraproducente.

Na prática, o que eu quero dizer para você é:

O código que você escreve não te define!

O que define o programador é sua capacidade de resolver problemas!

Mas isso é algo tão sutil e difícil de explicar, que eu preferi gravar um vídeo para detalhar qual o conjunto de habilidades e a postura que o programador precisa desenvolver para se relacionar com o trabalho e com o mercado em geral de uma forma positiva.

Assista agora o vídeo “Como escapar das ciladas do Mercado de TI?”

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2 respostas

  1. Olá Henrique Bastos, as verdades que você fala são fundamentais para o nosso desenvolvimento, apesar de eu não me enquadrar em toda a situação pois já programo a muitos anos, mas me deparei com uma verdade, desde novembro do ano passado aprendi Python e me dediquei a aprender Django e o leque de coisas que vem com ele tudo de uma vez, de forma que não consegui até hoje migrar meus projetos para Django, também estou estudando Multi-Clouds, (AWS, OCI e Azure), tantas coisas que, o Django acabou ficando pra trás. Pretendo retomar o mais breve possível, pois é meu objetivo migrar aplicações desktop para cloud.

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