A importância do networking na programação

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Quem está começando na área de programação costuma ter disposição de sobra, mas sempre acaba sentindo o peso da falta experiência.

O desafio de preencher um currículo inicialmente zerado faz com que eu receba um monte de mensagens da galera perguntando como abordar o mercado, como conseguir o primeiro trabalho, quais as tecnologias e diferenciais que vão ajudar a conseguir determinadas oportunidades…

A minha resposta sempre tem a seguinte linha:

Continue a estudar o que você está estudando, mas pare de se esconder atrás do computador e comece a ir atrás das pessoas que fazem o que você quer fazer.

Eu sempre digo isso porque sei que melhores oportunidades vem através de pessoas que compõem a sua rede de confiança.

Recentemente, eu tive a felicidade de receber a notícia que a minha querida amiga e aluna Eduarda Goulart, conseguiu descolar o seu primeiro trabalho com Python e Django, enquanto ainda está na faculdade.

Eu fiquei tão feliz com a novidade que eu convidei ela para compartilhar com você o seu processo, a sua caminhada e o que ela aprendeu de mais importante. Veja que maneira essa história e não esqueça de comentar suas impressões e o que você aprendeu com a Duda.

 


Senta que lá vem a história…

Antes de começar a falar sobre os novos melhores amigos de infância que fiz enquanto participava de eventos de tecnologia, eu gostaria de me apresentar!

Me chamo Eduarda Goulart (mas quem preferir pode chamar de Duda), tenho 20 anos, sou graduanda em ciência da computação, hoje trabalho no time de desenvolvimento em uma empresa de consultoria de TI, onde fazemos a integração entre duas plataformas muito utilizadas em empresas (Totvs e Pipefy).

Agora que já me apresentei, quero compartilhar com vocês hoje um pouco da minha história. Quero falar sobre a minha experiência participando ativamente da comunidade, explicar como conhecer outros membros me fez ter um “mindset” completamente novo e mostrar que se aproximar das pessoas pode ser muito importante para você também.

As descobertas que fiz no meu primeiro evento

Tudo começou em outubro de 2017, quando eu participei da minha primeira Python Brasil. Eu estava muito ansiosa com o evento, pensava que seria mais um evento de programação no qual assistiria algumas palestras, aprenderia assuntos e formas de programar que não conhecia ainda. Eu estava completamente enganada! É claro que assisti sim algumas palestras e aprendi sobre temas interessantes, mas não foi só isso!

Durante os momentos vagos no evento e as conversas no bar, eu pude conhecer pessoas incríveis e que me ensinaram lições que mudaram completamente a minha vida e a forma como eu enxergo o mundo. Foi bebendo com essa galera, eu percebi que para alcançar meus objetivos, eu precisava sair da inércia e dar a minha cara a tapa.

E não foi só isso… Nesta Python Brasil, eu conheci pessoas como o Henrique Bastos, o Zeca, o Renzo, o Rafael e mais um monte de gente incrível que só contribuíram para que eu quisesse buscar a melhor versão de mim, uma versão quem não queria mais inventar desculpas para si mesma. Eu queria me desenvolver como pessoa, deixar de ser vista como uma estudante, queria ficar forte e usar isso tudo para servir à sociedade.

Depois que eu entendi o que queria para mim, ainda no evento, conversando com diversos membros do Welcome to the Django, pude conhecer diversas histórias de pessoas que conheceram o curso quando queriam o mesmo que eu: conseguir mudar a vida. Portanto, nesse momento, decidi fazer parte do curso também, um curso que não só me ajudou a entender o conceito de autonomia e a importância dele para a minha carreira como programadora, mas também me aproximou de uma rede de pessoas com quem eu posso contar até hoje.

Como as coisas começaram a mudar

Depois desse evento não dava mais para continuar do mesmo jeito!

Por isso, procurei aprofundar meus estudos de Python e Django, e fiz meu primeiro currículo. Como eu não tinha nenhuma experiência na área, meu currículo estava quase vazio, o que me deixava morrendo de medo de enviar para alguma empresa e não dar conta do serviço.

Refleti bastante sobre isso, pensei nas conversas que tive na Python Brasil e decidi enviar os currículos! Foi aí que veio uma grande frustração: eu não encontrava uma vaga que eu cobrisse os requisitos!!!

Tomei coragem e decidi conversar sobre este problema com aquelas pessoas que eu havia conhecido no evento e dentro do ambiente do curso. Debatemos muito e o que mais me marcou foi a frase:

“se ninguém possuir todos os requisitos, a empresa vai atrás do currículo ali mais qualificado”.

Pronto!!! O frio na barriga até tentou me dominar, mas a vontade de arriscar foi grande demais! Então, voltei a enviar meu currículo.

Depois de vários “nãos”, eu consegui duas entrevistas, mas infelizmente, não passei em nenhuma delas… Na primeira ouvi que era “falta de experiência”, na vaga seguinte me disseram que não eu estava apta à vaga por falta de conteúdo técnico.

Confesso que foi muito frustrante, mas nada ia me fazer desistir! Continuei aplicando meus currículos e na terceira tentativa, eu consegui! 

Conquistar essa vaga foi um momento muito importante. O nervosismo na entrevista havia tomado conta de mim, mas no fim, tudo tinha dado certo, eu havia conseguido o meu primeiro emprego trabalhando com Python!!!

Eu sabia que agora seria a hora de dar o meu melhor, e mesmo no início de emprego, não deixar as dificuldades me abaterem. Conversei muito com pessoas, principalmente dentro do WTTD, em momentos que senti muita dificuldade no serviço. Ouvi que pessoas que sabem muito hoje também começaram em algum lugar e também sofreram várias dificuldades e problemas, então eu não deveria desistir.

Eu sei que ainda existem muitas coisas para serem conquistadas, a luta não acabou ainda. Mas eu tenho certeza que o mudou por completo a minha trajetória em TI foi aquele momento ali, em BH, no bar, com os novos melhores amigos que eu havia feito.

É claro que aprendi muito conteúdo técnico naqueles dias, mas o aprendizado mais importante foi a conexão que fiz com pessoas novas. Conheci histórias novas, batalhas diferentes e incentivos a começar a travar as minhas próprias lutas. De tudo que pude absorver do evento, o networking, foi sem dúvidas a coisa mais importante que me aconteceu!

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