Não existe código grátis!

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No último #Horaextra, nosso amigo Everton Carpes comentou sobre seu excelente post “1 sprint a frente é mini waterfall”. Em seu artigo ele critica a estratégia de manter o time de design sempre um sprint a frente da equipe de desenvolvimento.

Concordo plenamente com a visão do Everton, e pensando sobre o que motiva esse tipo de estratégia, me deparei com o problema do timebox furado. Acontece que é muito difícil para as pessoas olharem apenas para o sprint atual. Mesmo com os demais itens guardados no backlog do projeto, o fato do time conhecer as tendências do projeto gera a terrível ansiedade de “deixar código pronto” para receber as peças restantes que “certamente” chegarão nos futuros sprints. E é exatamente assim que a peça de design acaba preparada para receber a peça de código.

Isso compromete muito do processo ágil! Deixar código “preparado”, acopla incrivelmente os sprints. O código “preparado” é um código incompleto, e código incompleto não é código entregável, logo é código morto.

O resultado é a quebra o princípio evolutivo do código. Sem contar que essa prática sorrateiramente institui o “dono do código”. Como o código está incompleto, só será de fato entendido por aquele que o iniciou, impossibilitando que qualquer pessoa trabalhe naquela parte do projeto.

O resumo da ópera é que não existe almoço grátis! Código barato é código não escrito!

Além disso, se o design do seu código foi feito com testes e seu processo de integração contínua funciona, mudar o seu código não deveria ser caro, então para que fazer mais que o necessário?

[]’s!

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