Como empreender do zero – parte 1: Será que você está pronto para empreender?

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Nos últimos tempos, empreendedorismo virou moda. O interesse pelo tema cresceu muito e surgiu uma infinidade de gurus pra ensinar as pessoas a criarem seus próprios negócios.

O problema é que muita gente se empolga e se joga nessa jornada sem pensar. Tem uma galera que nunca vendeu nada na vida, mas larga o emprego e corre no banco pra pegar empréstimo sem ter testado o mercado antes pra saber se alguém se interessa pelo seu serviço.

Isso pode trazer muita dor de cabeça e desperdício de tempo e de talento.

Empreender é um processo que começa de dentro. É uma rotina de melhoria contínua, que te ajuda a vender as suas habilidades, superar obstáculos profissionais e gerar um impacto positivo no mundo.

É por isso que, neste artigo, eu vou mostrar três fatores que devem estar presentes na sua forma de encarar o mundo se você não quer quebrar no primeiro ano.

Foram pontos que eu aprendi durante a minha jornada e que me ajudaram a construir uma vida com mais liberdade.

Desenvolva sua autonomia

Empreender para ter um negócio próprio é resultado do seu processo de melhoria contínua. À medida que você adota uma postura proativa de se construir, de buscar a melhor versão de si mesmo, você cria as condições para trilhar seu próprio caminho.

Autonomia para mim é você poder falar de igual para igual com qualquer pessoa. É conseguir pautar a sua vida por relações voluntárias. Isso tem muito a ver com autoconhecimento e autorresponsabilização.

Se isso não acontece, você vira um escravo das circunstâncias. É tipo aquele cara que rala a semana inteira, trabalha fora do horário, mas morre de medo de pedir um aumento pro chefe, porque acha que vai ser despedido.

Quando você tem consciência dos seus talentos e entende claramente o valor que gera, você não fica preso no esquema tradicional de trabalho porque consegue expandir as suas possibilidades de fazer negócio. Isso nos leva ao nosso segundo ponto.

Largue o mapa e olhe para o terreno

Quando você tem uma mentalidade de executor de demandas, seu foco é seguir instruções, é entregar o que foi pedido – mesmo que isso não leve a nenhum resultado prático. Na minha jornada, já participei de projetos que torraram uma grana preta e não geraram valor algum para o cliente final.

Isso acontece quando estamos tão obcecados em olhar o mapa, que paramos de enxergar o terreno. Ignorar o mundo real é o pior erro que você pode cometer. Para lidar com a vida como ela é, é necessário adotar o que eu chamo de desenrolo lifestyle.

Nessa pegada, você busca usar seus talentos e se relacionar com as pessoas para encontrar as melhores soluções possíveis para os obstáculos que aparecem. Adota uma postura proativa diante dos riscos.

A principal vantagem disso é que você se torna um profissional mais valioso e cria relações mais saudáveis, do tipo ganha-ganha-ganha – nas quais todos se beneficiam: você, a outra pessoa e todo o ecossistema.

Identifique o valor que você gera

Você sabe exatamente quanto dinheiro você fez para empresa em que você trabalha? Lembre que se alguém está te contratando ou é para economizar dinheiro ou é para colocar dinheiro no bolso.

Para tangibilizar esse valor, você tem que sair do modelo de querer ganhar dinheiro para o de fazer o dinheiro que você leva para casa. Em outras palavras, quando você entende quanta grana coloca no bolso de quem te contrata, ganha mais autonomia para negociar uma parte desse ganho para você.

Mas como identificar de fato o valor que você gera? No livro “O conselheiro”, Bob Burg e John David Mann ensinam a Lei do Valor. Segundo eles, seu valor é calculado com o quanto você dá a mais do que você recebe de pagamento.

Por exemplo, se eu pago R$100 reais para alguém consertar minha geladeira, entendo que o benefício de ter ela funcionando é maior do que essa quantia. O mesmo raciocínio vale para o seu trabalho.

O grande problema é que, como funcionário, você está vendendo suas horas e não sua capacidade de criar valor. Quando você empreende e tem seu próprio negócio, você para de deixar esse dinheiro na mesa.

Você consegue cobrar, por exemplo, um percentual sobre os ganhos que seu trabalho gera para o cliente. Não fica limitado a um salário pré-estabelecido.

Os três pontos que abordei neste artigo compõem uma nova visão do empreendedorismo, que será um dos temas do meu novo curso: Eu Empresa →

Se você quer abrir a sua empresa para poder fechar mais negócios ou se já tem um CNPJ, mas sente que ele é só uma burocracia pra você poder emitir nota, esse curso é pra você.

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Te espero lá!
Grande Abraço, HB!


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