Fuja da cilada do Arnaldinho: o dinheiro da sua empresa não é todo seu!

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Todo negócio tem vida própria e exige investimento. Quando se trabalha com conhecimento ou com mercados digitais, o maior investimento é de tempo e esforço pra você fazer o negócio girar.

No entanto, para o negócio ser sustentável, ele precisa solucionar o problema do cliente e dar lucro. A maioria dos pequenos negócios quebram, porque os empreendedores não se vêem como custo.

Neste artigo, vou compartilhar com você algo essencial  que aprendi na minha jornada de empreendedor. É uma estratégia para você não roubar dinheiro da sua empresa. Também quero te fazer um convite especial.

 

O salário do dono

Como toda pessoa, o empreendedor tem contas pessoais para pagar. De onde vem essa grana? Não deve vir do lucro da empresa. Deve vir do salário.

Quando você depende do lucro da sua empresa pra pagar suas contas, você asfixia o negócio, pois qualquer dinheirinho que sobrar, você pega. É como criar um filho pra te sustentar.

O empreendedor que mete a mão na massa tem sempre 2 papéis no negócio:

1) ele é o sócio do negócio. É a pessoa que assume o risco e se beneficiará se houver excedente de lucro que permita distribuir dividendos.

2) ele é funcionário do negócio. Ele trabalha ativamente e deve receber um pró-labore pra isso.

Independente de que arranjo contábil será feito para chegar no pró-labore e evitar pagar muito imposto, conceitualmente é fundamental separar esses 2 dinheiros: o do dono e o da empresa. É o que se chama de “separar os bolsos”.

 

A cilada do Arnaldinho

Suponha que Arnaldinho seja um jovem freelancer. No mercado, ele conseguiria em média um salário de 3k.

Arnaldinho decide empreender. Não tem muita grana pra botar no negócio, mas tem energia. Logo na 1ª semana de empresa, ele vende 1 projeto de 1 mês por 5k.

Como a empresa é toda digital, ele não tem custos fixos – apenas o imposto da nota, que dá uns 5% em média.

No fim do mês, a empresa tem 4,75k no caixa. O que Arnaldinho deve fazer com essa grana? Deve pegar 3k do seu salário de funcionário da empresa.

E os 1,75k que sobraram? Isso é lucro. Mas o lucro não é do sócio? Não. Mas será!

Se Arnaldinho passar a mão nessa grana, vai começar a achar que seu salário é 4,75k. Vai começar a gastar por conta. Seu custo de vida vai se estabilizar acima da média salarial que ele conseguiria em qualquer outra empresa.

O correto seria ele deixar esse dinheiro no caixa da empresa como capital de giro e reserva. Assim, no futuro, se em um mês não tiver projeto, a empresa conseguirá honrar seu compromisso com seu funcionário Arnaldinho.

Se no final do ano, além do capital de giro e da reserva, a empresa tiver mais dinheiro acumulado no caixa, esse excedente pode ser usado para investir em algo que possa gerar mais grana ou ser distribuído para o sócio-proprietário Arnaldinho.

A maioria dos empreendedores não se ligam nessa separação de papéis dentro do negócio. É por isso que a maior causa de mortes de empresas no país é por asfixia financeira.

 

Será que abrir empresa é mesmo difícil?

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