Conheça e domine 4 soft skills essenciais para desenvolvedores

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Você já ouviu a expressão “a empresa contrata pelo currículo e demite pelo comportamento”? Cada vez mais essa afirmação ganha sentido, principalmente quando se fala em soft skills.

Mas o que, de fato, significa isso? As soft skills são responsáveis por determinar a sua personalidade profissional, seja você da área de programação seja de qualquer outra. E aí você me pergunta: Ué, Henrique, mas não é o meu currículo que faz esse papel? E eu, com um sorriso malandro, te respondo: Não mais!

Já foi o tempo em que suas habilidades técnicas – como saber as linguagens X e Y ou ter entregado Z projetos – eram suficientes. As novas tendências de gestão buscam por profissionais que, além de bons em ferramentas, sejam bons em atitudes. E isso, meu caro, não aparece no CV.

Então, se você se pergunta quais atitudes são essas, o que você precisa fazer para desenvolvê-las ou como elas vão te ajudar a se destacar no seu trabalho, este artigo é para você. Vou te mostrar as quatro soft skills essenciais que todo programador precisa ter.

E, caso queira se aprofundar ainda mais, eu recomendo assistir essa hacktalk, que é uma conversa massa com três convidados fodas sobre as principais soft skills para quem trabalha com tecnologia.

 

Soft o quê?   

Em primeiro lugar, vamos começar do início. Skill, em inglês, quer dizer habilidade. Mas habilidade de quê? Bom, existem dois lados: hard e soft skills. O primeiro se refere àquelas competências do currículo, ou seja, suas habilidades técnicas: inglês, Python, 20 anos de experiência e por aí vai.

Já o segundo se refere às competências comportamentais, sociais, relacionais e emocionais. Aquelas que são abstratas e difíceis de avaliar, mas que são essenciais para o desenvolvimento de qualquer profissional – como a cooperação, a atitude criativa e a liderança.

São estas habilidades que te farão ser reconhecido no trabalho como uma pessoa confiável, empática, determinada e que a galera tem vontade de estar perto. Por isso que é importante desenvolvê-las.

 

E o que isso tem a ver com programação?

Tudo! Porque, por mais que seja um tesão mexer com códigos, criar softwares e ficar na frente do pc horas e horas, não é só disso que vive um programador. No final das contas, a tecnologia sempre vai depender da relação entre pessoas.

Engraçado que, depois que eu saí um pouco da função de programar e comecei a gerir meus negócios, meu pai me disse: “Hackear programa é fácil, quero ver é hackear gente!”.

E, realmente, lidar com pessoas é muito desafiador. Cada um tem suas particularidades, seus problemas, seus pensamentos. Mas, sem essa interação, a vida não caminha e você acaba não desenvolvendo a primeira e principal soft skill.

 

1) Comunicação

Não tem para onde correr. Se relacionar faz parte da vida e você só consegue fazer isso se comunicando. Se for necessário começar uma terapia pra fortalecer isso, comece. É o que eu faço! E me ajuda muito, inclusive.

A comunicação é a habilidade que determina todas as outras soft skills: a capacidade de ouvir, de compreender, de convencer, de negociar e por aí vai. Comunicar vai muito além da linguagem que você utiliza.

Na programação, esse é um ponto muito importante. É o que pode, inclusive, definir o sucesso ou o fracasso do seu trabalho. Que software você precisa desenvolver? Qual o objetivo e as características dele? Você precisa negociar mais tempo com o cliente?

Todas essas respostas você alcança com seu nível de comunicação. Ela engloba a maneira como você fala, o quanto você está disposto a escutar, o quanto você está disposto a ceder e, principalmente, o quanto você é capaz de resolver o problema do outro.

E, quando você se coloca à disposição, você exerce sua autonomia e começa a criar sua rede de relacionamento. A partir daí, meu amigo, o céu é o limite. Nesse momento, uma nova soft skill desponta como necessária.

 

2) Gestão de tempo

Quando você amplia sua rede, suas oportunidades também se ampliam e isso demanda de você a habilidade de se planejar, de gerir seu tempo para aquilo que realmente é o seu foco. Por mais que tudo seja muito interessante, não é tudo que vai te levar ao objetivo da sua vida ou do teu trabalho.

O erro das pessoas é achar que estar ocupado é sinônimo de produtividade. E não é! Não é simplesmente ter que fazer, mas qual a qualidade desse fazer? Fazer o que, para quem?

A gestão do tempo também se faz a partir da sua autonomia. Com ela, você tem a percepção de que nem tudo é para ontem e aprende qual é o seu limite e o limite do outro. Inclusive, te faz perceber a importância do tempo livre para o ócio criativo, para a higiene mental, para sair da pressão…

Por isso, como um bom programador, crie estratégias. Priorize seu tempo abrindo mão do que for desnecessário para você garantir o seu foco. A habilidade de planejar é uma arte! É como a arte do velejador: estabeleça um rumo e navegue, ajustando esse a rota conforme a maré.

Mas, quem disse que abrir mão de algo é fácil? Tem a ver com o lance de desapegar – e não digo só de coisas materiais. O desapego é muito mais amplo e está intimamente ligado a outra importante soft skill.

 

3) Resiliência

Tem jeito melhor de desenvolver essa habilidade se não praticando o desapego? Abrir mão de alguma coisa significa adaptar-se a mudanças, lidar com novas situações e até superar desafios e isso é ser resiliente.

Ao contrário do que parece, fazer uma escolha não é algo tão simples. O grande dilema é como viabilizar aquilo que você deseja. E a resposta é: perdendo algo e assumindo a responsabilidade de correr risco.

Sua essência, nesse caso, exerce um papel fundamental. Ela é quem vai ditar se o seu ego fala mais alto ou não, quando você tiver que lidar com as pressões profissionais e da vida. E a resiliência acontece quando você, respeitando a tua essência, escolhe não ceder àquele padrão ou àquela coisa que esperam de você.

4) Autoconfiança

Eu quero te contar um segredo. Se comunicar com as pessoas, organizar seu tempo e ser resiliente no meio de tantas situações depende de uma coisa: da sua autoconfiança.

Ah, Henrique, mas eu estou começando na área da programação agora. Poxa, Henrique, mas eu já perdi a esperança de conseguir um trabalho melhor. Oh, HB, mas eu nem tenho essa capacidade toda, se comparado com um dev experiente.

Cara, se você não acredita em você, como o outro vai acreditar? A insegurança nos paralisa e não nos deixa crescer no processo de desenvolvimento da autonomia.

Geralmente, as pessoas se sentem inseguras, porque fazem comparações erradas. Tentam se medir com uma régua que não condiz com a sua própria realidade. Com quem você está se comparando? O seu contexto é o mesmo desse profissional? Suas condições são as mesmas?

É preciso fazer um exercício de entender que régua você está usando para medir seu conhecimento e suas competências. E fazer, de fato, uma comparação real. Que tal se comparar com você mesmo: de onde você saiu e aonde você chegou em um ano? Onde você está agora? Não se compare com quem você não é, mas com quem você foi.

Pare de comparar o palco dos outros com o seu bastidor.

A autoconfiança é exercício. Escreva, ensaie, fala pro espelho. Seja ousado, acredite e mude seu estado. Uma boa dica é fazer aquela famosa pose do super-homem: põe a mão na cintura e olhe para frente. Parece brincadeira, mas isso mexe no cognitivo de forma positiva.

Legal, mas como eu desenvolvo tudo isso?

Trabalhar suas habilidades comportamentais te eleva para outro nível de profissionalismo. Você sai de um mero executor de tarefas e se torna um solucionador de problemas, capaz de avaliá-los, diagnosticá-los e resolvê-los.

E como fazer isso? Existem vários modos de desenvolver soft skills. Um deles é aplicando a técnica de modelagem, que é um exercício muito bacana sugerido pela Cris Taylor, na HT sobre soft skill.

Mas eu quero te falar especialmente de um modo que transforma você em protagonista da sua carreira na programação. Um treinamento que vai além das técnicas, que trabalha o comportamento e desenvolve suas habilidades pessoais: o Welcome to the Django.

Eu criei esse curso online para ajudar outras pessoas a hackear a jornada e ter a vida que desejam viver. Fiz isso depois que eu descobri a essência do desenvolvimento eficaz, com um método que me transformou no programador que eu sempre quis ser e com as soft skills que eu realmente precisava.

As matrículas para a próxima turma do WTTD abrem no dia 7 de maio e eu convido você para conhecer ainda mais essa grande oportunidade, acessando a página do curso.

Lembre-se: o desafio não é descobrir o que falta para poder chegar lá, mas sim ser capaz de chegar lá. E como se faz isso? Desenvolvendo sua autonomia e estabelecendo as relações necessárias para chegar lá e resolver o que precisa.

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