Tudo o que você não sabe sobre testes

O segredo para desenvolver um bom teste está nos bastidores. Descubra aqui o caminho certo para chegar ao momento da validação de um projeto.

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Que teste é qualidade de vida, ninguém discorda. O programador trabalha mais feliz, o ambiente de trabalho é mais saudável, os resultados do projeto são mais empolgantes e mais uma infinidade de razões.

Mas você se engana se acredita que testes cumprem a rasa missão de validar ou não alguma ação. É mais profundo do que parece. Em toda ação existe uma reação e uma responsabilidade. Essa responsabilidade, quando assumida, impulsiona um processo de prudência, que tem como aliado principal o teste.

Sua função é, justamente, identificar e minimizar as consequências negativas que uma ação pode causar. Ou, confirmar a assertividade dessa ação. E nesse processo, o teste pode ajudar ainda mais do que se imagina.

Por isso, um teste não pode ser algo aleatório, mas pensado. Exige um objetivo, um contexto e um caminho que faça sentido.

Quando se entende essa filosofia, é possível aplicá-la para tudo na vida. Seja no trabalho, no relacionamento ou num projeto de software.

Antes de tudo, um objetivo

O objetivo é o primeiro passo para quem deseja realizar algo. Sem ele, você se depara com aquela famosa frase de Alice no País das Maravilhas: “Se você não sabe para onde quer ir, qualquer caminho serve”.

É preciso ter clareza no resultado esperado, para que o teste faça sentido e cumpra seu papel de validar o objetivo. Você vai criar um sistema de internet? Ótimo, mas para quem? Para resolver o que? Como? Precisa ter relevância e viabilidade.

No entanto, para pensar num objetivo, é preciso considerar diversas variáveis, mais conhecidas como contexto.

O aliado fiel

O contexto, por sua vez, é tudo aquilo que você precisa analisar para favorecer e justificar sua ação. É um conjunto de circunstâncias espaciais, temporais e estruturais, sem as quais a ação não se sustenta e se perde.

Não é algo distinto do objetivo, é um fator significante para sua formulação. Porque é o contexto que lhe ajudará a não pressupor, mas a realmente enxergar o que deve ser feito. Um bom exemplo disso é um empreendedor, que nem realizou sua primeira venda e já quer criar um site, pedir empréstimo no banco etc. etc.

Ora, ele precisa, ao menos, saber se existe um público para o seu produto, se é vendável e interessante antes de partir para etapas mais avançadas do caminho. Seu objetivo, neste momento, é apenas realizar sua primeira venda. E é analisando o contexto que se chega nessa visão.

Critérios são determinantes

Depois de definir objetivo e contexto, chega o momento de construir um caminho que faça sentido. Pensar nos passos a seguir – aquilo que realmente importa – para que não vire apenas uma relação de causa e consequência.

Isso faz com que você tenha menos estoque de coisas, menos situações, menos códigos e se preocupe com o mínimo que precisa ser feito para que o objetivo seja alcançado. E, para isso, é preciso estabelecer critérios.

Critérios fazem parte do caminho e vão assegurar sua qualidade, impedindo que a chegada ao objetivo seja em qualquer circunstância. É uma dinâmica que impede você de não perder tempo fazendo a coisa errada, que não vai te levar para onde você quer.

E, finalmente, chega o momento tão esperado do teste. Veja que agora será muito mais fácil criar testes assertivos, que não tenha somente 100% de cobertura, mas que tenha uma boa métrica de verificação. Para isso é preciso ser criativo, pensar fora da caixa e ser cauteloso.

Deu para perceber que os bastidores do teste são muito maiores do que se imagina, não é? É através desse processo que se garante a qualidade e efetividade de uma verificação. Então, se você achava que testes era algo simplório, mude sua mentalidade e veja os bons efeitos que eles podem trazer para sua vida.

Se você já experimenta a beleza do teste em sua vida, compartilhe aqui com a gente como é. E se você ainda não experimentou, me diga o que acha dessa ideia?


 

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