Autonomia & Tecnologia

Profissionais web precisam ser plurais!

As discussões sobre novas “especializações” no desenvolvimento web tem sido cada vez mais frequentes. A evolução constante da web parece de tempos em tempos, rearranjar o mercado. Com isso muita gente acaba despendendo energia na busca de um framework ou uma ferramenta que lhes forneça uma resposta para todas as perguntas.

Alguém que se proponha trabalhar com web e se amarra em apenas uma forma de fazer tudo, IMNHO está equivocado em essência.

A web é pautada em um protocolo (HTTP) simples para ser global. Esse protocolo, por sua vez, é um em uma multiplicidade de camadas (de rede). Sobre este protocolo, múltiplos clientes (browsers) interagem e co-existem. Paralelamente, múltiplas linguagens, com múltiplos paradigmas, em multi-plataformas, suportando múltiplos idiomas, são combinadas em sistemas que possuem múltiplas camadas e múltiplos elementos (imagens, css, js, html, etc). Ou seja, a web é um ecossistema! É plural por definição.

Essa angústia ou pretensão de encontrar o Santo Graal das ferramentas para resolver tudo, gera todo tipo de distorção sem noção no mercado. Gera desde sistemas com “vícios” e “cacoetes”, até “cargos” como “programador frontend” que não precisa saber nada além de html e javascript, ou “web designer” que é incapaz de interagir via html e css com o browser que é sua mídia alvo, ou “programador backend” que se limita à criar classes e fazer consultas em banco, mas não interage nem com a camada cliente, nem com a infraestrutura de distribuição da aplicação.

Tudo isso gera desperdícios incalculáveis, que inviabilizam qualquer desenvolvimento sustentável e ancoram os profissionais de tecnologia, que são profissionais criativos em essência, ao status de commodities.

Já ouvi algumas pessoas argumentarem: “Blasfêmia! Isso é loucura! Não se faz uma equipe só com generalistas. É preciso se especializar!”

Como diria o Rei Leônidas, loucura é contratar um “especialista” que não tenha um conhecimento geral sólido o suficiente para também ser considerado um “generalista”. Esse tipo de profissional é incapaz de tomar decisões pautadas no contexto do projeto. Esse cara vai sempre ficar com foco na tecnologia e vai martelar o problema para que ele encaixe de qualquer jeito na solução que ele tem para oferecer.

Quem trabalha com web, não precisa saber tudo (isso é impossível). Mas deve ter disposição (e curiosidade) para aprender tudo!

[]’s, HB!

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