A mudança no papel da tecnologia da informação provocada pela quarta revolução da informação promove a demanda por desenvolvedores de software capazes não apenas na produção de “códigos de qualidade”, mas na modelagem de problemas complexos e aplicação de técnicas de vanguarda, até então restritas aos centros de pesquisas e universidades.
Nas últimas décadas, a corrida pela informatização motivou o desenvolvimento de gerações de sistemas focados na coleta e armazenamento de dados. Tarefas antes realizadas em alguns dias por um grupo de pessoas, agora automatizadas, são realizadas em minutos por poucos operadores. A tecnologia da informação aplicada como ferramenta de controle e automação, teve um impacto brutal nos custos e nos métodos corporativos.
Com o tempo, estes sistemas deixaram de ser diferenciais competitivos para tornarem-se fatores críticos de sucesso. Assim, as corporações, na busca de melhores resultados demandam uma nova classe de sistemas: tecnologias inteligentes capazes de gerarem valores através de análises e simulações partindo da extraordinária massa de dados coletadas. Sistemas que identificam padrões e tendências, norteando as decisões estratégicas das empresas. Sistemas como o usado pelo Wal-Mart que identificam os comportamentos dos consumidores.
Para criar estes sistemas, o mercado precisa de Ninjas. Desenvolvedores com conhecimento profundo sobre os fundamentos da computação, conhecedores de técnicas, como por exemplo, inteligência artificial e processamento distribuído. Profissionais capazes de adaptar sua maneira de pensar de acordo com o problema, e escolher as ferramentas corretas para conceber a solução.
Vitor Pellegrino escreveu um excelente artigo sobre o novo perfil profissional em evidência no mercado: O Intraempreendedor. Por definição, este é o profissional dos sonhos de toda e qualquer empresa. Um funcionário colaborador empreendedor. Mas a maioria das empresas brasileiras de TI não estão preparadas para corresponderem aos sonhos e aspirações destes profissionais exigentes.
O Intraempreendedor é definitivamente um profissional da era do conhecimento. Ele vai além da competência, que se define pela soma de habilidade, atitude e conhecimento. Busca atentamente resultados, e considera os fatores humanos partes integrantes desta equação. Sua medida de sucesso não é “criar as crianças em um bom colégio”, mas sim viver com qualidade. Qualidade de vida é seu objetivo maior.
Inértes a essas mudanças, a maioria das empresas brasileiras de TI continuam em cima do muro. De um lado até há o desejo de mudar, mas do outro o bicho da incerteza do mercado dá força à abordagens predatórias e imediatistas. Equipes com 30 profissionais são montadas da noite para o dia, “apenas” para atender às demandas de um contrato de consultoria que caiu do céu. O resultado é a quinterização dos serviços, e ao invés do lucro vir de soluções em TI, vem da margem no valor da hora dos profissionais alocados. É uma declarada “prostituição cerebral”, mantida pela alta demanda do mercado que eleva os salários da categoria para além da média de outros mercados nacionais.
Estas empresas de RH fantasiadas de empresas de TI, estão sim aproveitando oportunidades de mercado. Mas com as mudanças nos rumos das soluções tecnológicas, suas abordagens se tornarão cada vez menos competitivas. E não adianta se enganar achando que “quando tivermos dinheiro recursos sobrado investiremos nas pessoas”. A renovação da cultura da empresa se dá pela experimentação, e precisa ser propagada de cima para baixo, pois só assim é possível criar os espaços necessários para a atuação dos Intraempreendedores. Aqui na Myfreecomm a gente se esforça muito para ser uma organização onde as pessoas desejem trabalhar. Não é nada fácil, mas tem sido recompensador de várias maneiras! Aliás, se você está alinhado com esta visão, gosta de desafios, entende e respira tecnologia, mande seu currículo para rh at myfreecomm.com.br e venha contribuir com a gente!