Autonomia & Tecnologia

Pare de criar software que rasga dinheiro

Entenda na prática como entregar valor ao cliente, combinando as habilidades de desenvolvimento de software com as habilidades muito além da programação.

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Você já viu uma fila se formar porque o “sistema caiu”? Já viu um cliente perder um negócio porque o escopo estava errado? Já ficou preso em hora-extra fazendo retrabalho de código que não deveria existir? Estes são alguns sintomas de softwares que literalmente rasgam dinheiro e precisamos parar de criá-los!

A convite dos amigos da JusBrasil, eu fui até Salvador fazer uma palestra sobre a importância de combinar as habilidades de programação com as habilidades que vão muito além da programação, exatamente como eu proponho no Welcome to the Django.

Eu gostei muito do resultado, pois enfatiza questões fundamentais que todo programador profissional precisa aprender a lidar. Me diz o que você acha:

Muita gente me pergunta como começar esta mudança. E no meu entendimento, tudo começa com a mentalidade do desenvolvimento eficaz. É essa mentalidade que nos permite focar em criar softwares que geram valor para o cliente.

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  • carlos

    Muito massa a apresentação, gosto de você nos lembrar que temos total responsabilidade na criação da nossa autonomia, que é preciso quebrar a cabeça para encontrar uma solução. Que não vai aparecer uma solução mágica pro seu problema.
    Mas ao mesmo tempo não isenta a responsabilidade da outra parte da relação.

  • Carlos Augusto Moreno

    Parabéns Henrique, muito bom o vídeo. Interessante esse ponto de vista.

    • Massa que vc curtiu, Carlos! Algo em particular te chamou atenção?

      • Carlos Augusto Moreno

        A relação do custo para realizar os ajustes foi algo bem interessante, aqui na empresa temos muitas demandas pra fazer, mas ninguém analisa o quanto isso custa (R$) para ser feito, as vezes temos várias tarefas importantes na fila esperando para serem executadas e o cliente chega pedindo para mudar uma data de lugar no relatório (tipo, da direita para a esquerda), sendo que temos coisas urgentes para fazer.

      • Show de bola!! Bem observado.

  • Daniel Stonebuilt

    Sacada genial, esse lance de performance estar conectado a situação econômica e não exclusivamente ao valor do software. Nunca tinha pensado por este ponto de vista. Muito interessante. Grande abraço Henrique!

    • Falaê, Daniel! Vc pegou a essência do vídeo! Show de bola. 😀

  • Levi Leal

    Já tinha visto antes no YT. Mas o assunto é realmente pertinente. Até existem programadores que sabem que precisam criar valor para o negócio, o problema é que são raros os que se preocupam em criar esse valor e que tentam fazer isso.

    • Falaê, Levi! Na minha experiência, me parece que essas informações não circulam muito dentro da programação. Acho que foi isso que me estimulou a falar mais desses assuntos pra galera.

  • Lucas Pires

    Muito bom o vídeo, a entrega de valor é fundamental. Por este motivo saí da programação de fato e sigo hoje para a Análise de Negócio. O que você falou vai de encontro com tudo o que o Analista de Negócios deve fazer.

    • Interessante, Lucas! Conta mais dessa sua migração? Vc ainda se relaciona com o processo do desenvolvimento em si? Pra mim é fundamental a perfeita integração entre essas 2 áreas. Vejo as vezes que as empresas segregam os programadores do negócio e essa é a receita pro caos.

      • Lucas Pires

        Henrique, realmente é a receita do CAOS. Eu depois de 10 anos em TI (iniciei em Infra depois migrei para programação) fiz a migração para Análise de Negócios. Hoje atuo em um papel misto, que tem tarefas de PO, Negócio e Scrum master. Para justamente aproximar o programador do Negócio, temos um papel dentro do time que é o Analista de Negócios, dentre as funções está o levantamento dos requisitos, a especificação de escopo e homologação interna. Temos que sentir a dor do cliente e defender o interesse dele entro do time de desenvolvimento, assim é de extrema importância entendermos diretamente do negócio, pois muitas vezes as regras são extremamente complexas.

        É bem trabalhoso sentir as dores do cliente, pois para cada mercado e atuação devemos compreender do negócio tanto quanto o cliente (em alguns casos até mais do que ele), por isso tive que estudar contabilidade, ler sobre vendas entre outros assuntos pois é o mundo que atuo.

        Já ouvi muito Analista falando que não é necessário o cara de negócio saber programação e vice-versa mas o que pude perceber nesses 3 anos de análise, é que as áreas devem sim possuir uma sobreposição, o desenvolvedor deve pensar um pouco nas regras sim e o cara de negócio deve compreender o desenvolvimento também. Ambos devem ser especialistas em suas áreas mas trabalham em zonas sobrepostas o trabalho flui de uma maneira muito rápida e assertiva.

        É o caso clássico do sistema que pode ser lindo e rápido mas não serve a nenhum cliente.

        Passei seu link aqui para a empresa toda ver. Muito bom vlw!

      • Sensacional seu comentário, Lucas! Realmente dá um trabalho danado entender a dor do cliente. E mais ainda, é *impossível programar aquilo que você não conhece*. Por isso tanto software acaba capenga.

  • Diogenes rafael azevedo

    Parabéns, ótimo vídeo!

    • Valeu, Diogenes! Fico feliz que vc gostou! Curtiu alguma coisa em particular?