Autonomia & Tecnologia

Coding Dojo: Novas possibilidades para o ensino de programação

Ontem, quando cheguei na Sala de Seminários da UFF, tive uma intensa sensação de déjà vu. Aquela era a mesma sala que abrigou os primeiros Coding Dojos na UFF e o ambiente estava pronto para mais uma sessão. O notebook já estava ligado ao projetor e a platéia estava completamente lotada de dojeiros.

No entanto, ontem nós não nos reunimos para programar, mas sim para apreciar a defesa de tese de graduação do nosso amigo Bernardo Fontes, cujo título eu repeti no título deste post.

A tese ficou bastante rica, relacionando a dinâmica do Coding Dojo com as teorias construtivistas e de aprendizagem baseada em problemas, além de expor os elementos do Dojo como ferramentas para o ensino de programação.

Para poder analisar o Dojo, foi preciso falar muito sobre sua origem e história. Esta parte pareceu um grande flashback. Muitos dos personagens da história estavam ali, sentados na platéia. Platéia que permaneceu atenta o tempo inteiro, refletindo e lembrando as inúmeras pequenas ações despretensiosas que realizaram.

Como, diz a terceira lei de Clarke, qualquer tecnologia suficientemente avançada é indistinguível de magia. Seguindo esta linha, afirmo que existem tecnologias sociais e humanas extremamente avançadas no Coding Dojo. Ainda pode ser difícil de explicar como funcionam, mas seus efeitos positivos são fáceis de serem percebidos.

São estas tecnologias que vêm nos ajudando a evoluir a cada sessão, tanto pessoalmente quanto tecnicamente. Enquanto no passado nós nos limitávamos à problemas lúdicos, agora também implementamos algoritmos clássicos. Tudo dentro da regra, com TDD, baby-steps, código coletivo e todo o resto.

Parabéns, Bernardo, pela realização. Tenho certeza de que este trabalho vai inspirar muitas outras pessoas, espalhando os benefícios do Coding Dojo para muitos outros.

Se você ficou curioso ou interessado, não pense duas vezes. Inscreva-se agora na lista de discussão do Dojorio e curta a página no Facebook. Não importa se você é de outro estado ou até de outro país. Simplesmente participe!

[]’s, HB!

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