Autonomia & Tecnologia

A importância do movimento DIY

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Depois que retuitei a frase do Vini Braga:

“As pessoas precisam entender de uma vez por todas, a busca da “invisibilidade da tecnologia” é um dos pilares do totalitarismo vigente.”

O Luis Soeiro perguntou se eu poderia explicar melhor…

Tecnologia é conhecimento aplicado. Basicamente, com a ciência conhecemos a natureza e com a engenharia criamos ferramentas a partir destes conhecimentos.

No início, uma nova tecnologia encanta, mas logo a gente se acostuma com ela e a incorpora na nossa rotina. Com o tempo, tecnologia vira mágica, no sentido de que todos apreciam, alguns sabem como ela funciona, poucos sabem como implementá-la e uma restrita minoria detém o direito de reproduzí-la.

Tecnologia existe para expandir a capacidade do ser humano. Mas se nossas capacidades são tão ampliadas com tecnologias, por qual razão temos cada vez menos tempo? Por que estamos cada vez correndo mais?

Porque não dominamos as tecnologias. Apenas as usamos para obtermos um resultado. E a cultura do “foco no resultado” dispensa o acesso a como as coisas funcionam, apesar de dependermos cada vez mais destas ferramentas.

Isso acontece em todos os âmbitos. Pegue a programação web, por exemplo. Quantos profissionais repousam na mais alta camada de abstração do framework de sua preferência? Quantos compreendem como e porque o framework funciona e quantos seriam capazes de implementar o seu?

Não estou sugerindo que cada programador tenha que implementar o seu próprio framework. Mas penso que devam ter esta capacidade.

Essa é a essência do movimento Do It Yourself. A busca pelo conhecimento tácito para realizar a mágica e não apenas permanecer como espectador ou como mágico teórico.

Sem essa busca, a mesma tecnologia que poderia libertar, acaba se tornando invisível, reduzindo o homem à escravo ignorante do seu aluguel. Afinal, se você depende, mas não possui, terá que pagar pelo acesso. Sempre!

[]’s, HB!

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  • Hélquisson Dourado

    Muito bom o post, muitos profissionais precisam dessa dica!

  • Hélquisson Dourado

    Muito bom o post, muitos profissionais precisam dessa dica!

  • Hélquisson Dourado

    Muito bom o post, muitos profissionais precisam dessa dica!

  • Rodolpho Eckhardt

    Detectar um “profissional” que depende da “mais alta camada de
    abstração do framework de sua preferência” é simples. Pergunte: “você
    consegue deixar seu aplicativo 50% mais rápido, servindo dez vezes mais
    usuários? Se não, por que?”

    O que percebo é que a maioria desses
    desenvolvedores não entende as “moving parts” des seus sistemas. Pouco
    entendem de quanto custa abrir uma conexão TCP, ou o overhead de troca
    de contexto do servidor. Não saber como essas partes contribuem para a
    performance final do sistema causa uma inabilidade de otimizar. Caem nas
    famosas armadilhas “a linguagem não é rápida o suficiente” ou “preciso
    de mais servidores” ou alguma versão de “precisamos colocar ‘na nuvem'”.

    De
    qualquer forma, o mercado é grande. Há espaço para desenvolvedores que
    entendem todo a pilha, no sentido de stack, de tecnologias que utilizam;
    e há espaço para os que não entendem. Ainda bem!

  • Rodolpho Eckhardt

    Detectar um “profissional” que depende da “mais alta camada de
    abstração do framework de sua preferência” é simples. Pergunte: “você
    consegue deixar seu aplicativo 50% mais rápido, servindo dez vezes mais
    usuários? Se não, por que?”

    O que percebo é que a maioria desses
    desenvolvedores não entende as “moving parts” des seus sistemas. Pouco
    entendem de quanto custa abrir uma conexão TCP, ou o overhead de troca
    de contexto do servidor. Não saber como essas partes contribuem para a
    performance final do sistema causa uma inabilidade de otimizar. Caem nas
    famosas armadilhas “a linguagem não é rápida o suficiente” ou “preciso
    de mais servidores” ou alguma versão de “precisamos colocar ‘na nuvem'”.

    De
    qualquer forma, o mercado é grande. Há espaço para desenvolvedores que
    entendem todo a pilha, no sentido de stack, de tecnologias que utilizam;
    e há espaço para os que não entendem. Ainda bem!

  • Rodolpho Eckhardt

    Detectar um “profissional” que depende da “mais alta camada de
    abstração do framework de sua preferência” é simples. Pergunte: “você
    consegue deixar seu aplicativo 50% mais rápido, servindo dez vezes mais
    usuários? Se não, por que?”

    O que percebo é que a maioria desses
    desenvolvedores não entende as “moving parts” des seus sistemas. Pouco
    entendem de quanto custa abrir uma conexão TCP, ou o overhead de troca
    de contexto do servidor. Não saber como essas partes contribuem para a
    performance final do sistema causa uma inabilidade de otimizar. Caem nas
    famosas armadilhas “a linguagem não é rápida o suficiente” ou “preciso
    de mais servidores” ou alguma versão de “precisamos colocar ‘na nuvem'”.

    De
    qualquer forma, o mercado é grande. Há espaço para desenvolvedores que
    entendem todo a pilha, no sentido de stack, de tecnologias que utilizam;
    e há espaço para os que não entendem. Ainda bem!

  • Concordo totalmente contigo Henrique, isso é uma das coisas que eu mais digo para os meus colegas no dia-a-dia. Parabéns pelo post.

  • Concordo totalmente contigo Henrique, isso é uma das coisas que eu mais digo para os meus colegas no dia-a-dia. Parabéns pelo post.

  • Concordo totalmente contigo Henrique, isso é uma das coisas que eu mais digo para os meus colegas no dia-a-dia. Parabéns pelo post.